Quando se fala em crise, não é apenas a dificuldade para saldar as dívidas. É, também, perder a capacidade de investimentos em áreas fundamentais. Rogério Lisboa, recém empossado, chega para administrar uma cidade nestas condições. Mas, com os próprios servidores é possível encontrar, ao menos, alternativas de aumentar a arrecadação sem precisar praticar aumento de tarifas aos contribuintes. Falo de atos simples e não mágicos, como por exemplo, consultar os servidores públicos quais as propostas que eles têm para aperfeiçoar a eficiência na gestão na área da captação de verbas. Em muitas áreas aparecerão propostas para tal. Basta que o prefeito e seu corpo de secretários estejam abertos para ouvir as sugestões. Não é complicado criar uma espécie de coleta de sugestões dos servidores que conhecem das áreas que atuam. Na Posturas, por exemplo, é possível otimizar a captação de recursos próprios com as publicidades que não são uniformemente pagas. Não pensem que o quantitativo é pouco. Às vezes é suficiente para pagar boa parte dos próprios fiscais. O servidor é um dos mais interessados no município com as suas contas sadias. Isso é garantia de que em momentos de crise como a que ocorre, a cidade consiga evitar a gravidade financeira que está vivendo. Ao longo dos anos a cultura da dependência dos municípios dos governos federal e estadual parece ter deixado de aperfeiçoar as áreas de captação de verbas. Mas, imaginem se abrir uma pequena consulta aos servidores para que eles possam apresentar propostas de otimizar a capacidade de captação de recursos. Isso sem injustiçar os contribuintes. A administração poderá e chegará a propostas interessantes. Mas te que haver contrapartida. Um concurso de propostas cujo vencedor seria contemplado com um prêmio. Pode até ser que o município não consiga captar mais, mas com certeza não irá captar menos. É só tentar.