Um artigo publicado na revista Carta Maior mostra com clareza detalhes técnicos da Baixada Fluminense. Parte do artigo diz textualmente:
"A infraestrutura da Baixada Fluminense é precária. O abastecimento de água potável por rede de distribuição alcança somente 60% de Duque de Caxias e 54% de Guapimirim. O atendimento por esgoto sanitário não atinge 50% da população em vários municípios, como é o caso de Belford Roxo (41%), Nova Iguaçu (45%) e Duque de Caxias (44%) (SNIS, 2012). Os municípios da Baixada não contam com um sistema de macrodrenagem, as enchentes são periódicas e as tragédias recorrentes. Os curso d’água, assoreados, são utilizados para despejos de esgoto sanitário, despejos industriais e resíduos sólidos que são despejados na Baía de Guanabara. As margens dos rios estão ocupadas por famílias de baixa renda. Só em Duque de Caxias, há 31 mil famílias em áreas de risco, a maioria em beiras de rios e baixadas alagáveis (PMRR, 2014). O tempo de deslocamento para quem mora em Japeri e trabalha no Rio de Janeiro, que concentra 70% dos empregos, foi de 187 minutos (FIRJAN, 2015), o maior do Brasil, 32% acima da média metropolitana".
Voltei: Esse trecho do artigo assinado por Kelson Senra, Arquiteto e Urbanista, subsecretário de Habitação de Duque de Caxias, publicado na revista Carta Maior, revela em números os desafios da região no que refere-se à Infraestrutura. Por isso sempre insisti na revitalização da Associação de Prefeitos da Baixada Fluminense como órgão de interesse comum dos municípios da região. Enquanto a Baixada Fluminense não se organizar e preparar uma espécie de agência de fomentos, captações de recursos para combater essas desigualdades ficaram isoladamente a cargo dos prefeitos. Uma instituição fortalecida seria capaz de reivindicar dos governos federal e estadual mais investimentos para combater essa desigualdade. Mas, enquanto estiver sucateada, cada município vai olhar para o próprio umbigo sem forças para reivindicar.